Dicionário da UFLA de A a Z
A preservação da história da Universidade Federal de Lavras (UFLA) — instituição que completou 117 anos em 2025, transformando-se de Escola Superior de Agricultura (ESAL) em uma das mais importantes universidades federais do país — não ocorreu sem dedicação incansável. Este livro, editado pelo historiador Geovani Németh-Torres, resgata o último projeto do professor Ângelo Alberto de Moura Delphim (1942-2025): o “Dicionário da UFLA de A a Z”. A obra, concebida como um dicionário enciclopédico em verbetes, compila décadas de pesquisa sobre a trajetória da antiga ESAL, do Instituto Gammon e da federalização em 1963.
O protagonista desta guarda da memória foi o Professor Ângelo Alberto de Moura Delphim. Como diretor do Museu Bi Moreira por quase três décadas e coordenador de Cultura da UFLA, Ângelo dedicou sua vida a catalogar, preservar e compartilhar o acervo histórico de Lavras. Sua frase emblemática poderia ser: "A memória de Lavras pertence a todos os lavrenses". O volume complementa a trilogia iniciada com o “Dicionário de Lavras” (2020) e o “Dicionário do Gammon” (2021), servindo como tributo póstumo ao homem que, com paciência angelical, protegia o patrimônio cultural da cidade contra o esquecimento.
A Guarda da Memória Institucional
A narrativa reconstrói o percurso da UFLA desde suas origens no início do Século XX, detalhando como a ESAL, fundada em 1908 no contexto do Instituto Gammon, evoluiu para uma universidade de excelência em ciências agrárias e além. O texto destaca o papel do arquivo histórico reunido por Sílvio do Amaral “Bi” Moreira (1912-1994), enriquecido por Ângelo com documentos, fotografias e memórias coletadas ao longo de décadas.
Através de verbetes organizados de A a Z, a obra expõe a mobilização comunitária, as homenagens recebidas (como o título de Técnico Administrativo Emérito em 2024) e a luta por projetos inacabados, como o sonhado Museu Rural de Lavras. Ao celebrar o legado de Ângelo Alberto de Moura Delphim, o livro não apenas registra o passado da instituição, mas alerta para o presente: a memória universitária e cultural exige dedicação contínua. Este volume é um tributo a quem entendeu que a história de uma cidade e de sua universidade não se apaga, consolidando-se como leitura essencial para quem deseja compreender as raízes da educação superior em Minas Gerais.
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