Acrópole: O resgate da memória e da identidade lavrense
A Acrópole - Fase IV marca o renascimento de um dos mais tradicionais veículos de difusão cultural de Lavras. Idealizada originalmente em 1975 pelo jornalista e museólogo Silvio do Amaral Moreira (Bi Moreira), a publicação foi "ressuscitada" em 2010 pelo historiador Geovani Németh-Torres. Nesta quarta fase, o boletim passou a atuar como um órgão de divulgação cultural da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Lavras (PROEC/UFLA), mantendo viva a missão de documentar o patrimônio local.
O nome "Acrópole", herdado das fases anteriores, simboliza o compromisso com a elevação do conhecimento e a preservação do legado histórico da "Terra dos Ipês". Através de uma linguagem acessível, mas pautada no rigor da pesquisa historiográfica, a Fase IV consolidou-se como um elo entre a academia e a comunidade, trazendo à luz fatos esquecidos e celebrando as figuras que moldaram a sociedade lavrense ao longo dos séculos.
Conteúdo e Valor Pedagógico
O foco editorial da Acrópole - Fase IV é a divulgação do patrimônio histórico, do folclore e das biografias de lavrenses ilustres. Suas edições apresentam um rico acervo de curiosidades, como a reprodução de jornais antigos (exemplo de "O Município" de 1915), transcrições de fontes primárias e entrevistas com guardiões da memória local, como o professor Renato Torres Libeck. O projeto gráfico busca dialogar com o passado, muitas vezes preservando a grafia original de textos históricos para fins didáticos.
Além de sua função informativa, a publicação possui um profundo valor pedagógico e cívico. Ao incentivar escolares e cidadãos a conhecerem as raízes de sua terra, a Acrópole desperta o sentimento de pertença e a importância da conservação de monumentos e tradições. Temas como a história da Igreja do Rosário, a evolução urbana de Lavras e as efemérides municipais são tratados com o objetivo de formar uma consciência crítica sobre a preservação do patrimônio cultural.
Disponibilizada de forma gratuita e com scans completos no blog História de Lavras, a Fase IV da Acrópole reafirma o papel da extensão universitária como ferramenta de democratização do saber. Sob a coordenação de Németh-Torres, este boletim não apenas honra o legado de Bi Moreira, mas estabelece um novo padrão para a historiografia regional, garantindo que a memória de Lavras permaneça acessível às futuras gerações de pesquisadores e curiosos.
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