A Atenas Mineira: Capítulos Histórico-Culturais de Lavras
Lançada no marco do 180.º aniversário de Lavras, a obra "A Atenas Mineira" dá continuidade à Série Lavrensiana organizada pelo historiador Geovani Németh-Torres. O título evoca a célebre analogia de Augusto Gotardelo, que comparou o Instituto Gammon à Acrópole, simbolizando a vocação educacional e intelectual que define a cidade. O livro reúne estudos inéditos e crônicas publicadas no informativo cultural Acrópole, buscando legar às novas gerações o conhecimento acumulado sobre a identidade sul-mineira.
A publicação é um tributo à memória estruturada em suportes emocionais e históricos. Como destacado no prefácio, o autor atua como um desbravador do passado que contempla feitos e personagens marcantes para explicar o presente. A obra resgata a riqueza cultural de diferentes épocas, transformando nomes e dados em uma narrativa viva que desperta o orgulho e a consciência histórica dos lavrenses, fundamentais para a construção do futuro do município.
Conteúdo da Obra
O volume inicia-se com uma homenagem a Sílvio do Amaral Moreira (Bi Moreira), o grande benemérito da memória local, detalhando a história do jornal Acrópole e a importância do seu museu para a preservação documental de Lavras. A narrativa percorre episódios curiosos e emblemáticos, como a chegada do primeiro avião à cidade e os "anos de ouro" da aviação no Aeroporto da Baunilha na década de 1950, além de registrar os primórdios do futebol lavrense com o Lavras Sport Club e as tradicionais comemorações do aniversário do município em 13 de outubro.
A tradição educacional e religiosa ocupa lugar de destaque, com capítulos dedicados ao ensino no Século XIX, ao legado pedagógico de Firmino Costa e aos 250 anos da Paróquia de Sant’Ana. O autor revisita temas como a Igreja do Rosário, a Matriz de Sant’Ana e figuras históricas como o vigário José Bento e John H. Wheelock. O livro também traz uma perspectiva intrigante sobre o tempo, apresentando previsões feitas há um século para o ano de 2011 e reflexões sobre o fim do mundo sob a ótica da época, equilibrando o rigor histórico com passagens de humor e curiosidade.
Encerrando a coletânea, o texto aborda questões contemporâneas de conservacionismo e patrimônio histórico, denunciando depredações e promovendo o debate sobre a preservação da memória. Estão incluídas entrevistas com intelectuais como Renato Torres Libeck e Márcio Salviano Vilela, além de um registro das visitas reais, imperiais e presidenciais que Lavras recebeu ao longo de sua história, culminando na visita do príncipe Bernard Ngouda. A obra consolida-se como um mosaico da cultura lavrense, reafirmando o título da cidade como a "Atenas Mineira".
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