quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

(2 de dezembro) Coronel Tomás de Aquino

É o coronel Tomás de Aquino Alves de Azevedo um dos nomes guardados com maior acatamento pela tradição lavrense. Já se passaram 43 anos sobre sua morte, e até hoje os que o conheceram nesta cidade lembram-se com amor e gratidão, da figura venerável e bondosa daquele lavrense benfazejo. E quanto honra aos lavrenses conservarem tão duradouro reconhecimento a esse distinto conterrâneo que, pode-se dizer, consagrou toda a sua vida ao povo desta cidade!

Comemorando o nome do major Ferreira, digno filho do coronel Tomás, referimos que, em outros tempos, os médicos de carreira não sobravam para a clínica sertaneja, fazendo a necessidade de acudir aos enfermos que os homens mais inteligentes e altruístas se dedicassem ao mister de aplicar a medicina. O coronel Tomás de Aquino fora do número destes beneméritos.

Solícito, desinteressado e caridoso em tratar dos enfermos, ele foi nesse trabalho um homem deveras utilíssimo a Lavras. Tão grande era sua perspicácia em penetrar os segredos da medicina, que distintos médicos o consideravam como um extraordinário empírico. Certo é que, até de lugares longes, vinham muitos consultá-lo, e voltavam quase todos aliviados dos sofrimentos, segundo afirmam contemporâneos seus.

Vereador da primeira e presidente da segunda Câmara da vila de Lavras, o coronel Tomás de Aquino prestou ao município bons serviços que as atas das sessões daquele tempo consignam.

Em reconhecimento a seus serviços e em testemunho de apreço à sua pessoa, o governo o nomeou Coronel Chefe de Legião dos Guardas Nacionais, como então era o título, concedido quase exclusivamente aos homens de verdadeiro valor.

O coronel Tomás foi o primeiro que teve neste município uma pequena fábrica de chá, de seu cultivo, durante uns seis anos, entre 1832 e 1838.

Faleceu o ilustre filho desta terra em 2 de dezembro de 1864.

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Autor: Firmino Costa, Vida Escolar, n. 16.

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