sexta-feira, 2 de outubro de 2015

(2 de outubro) Major Joaquim de Abreu

Em 2 de outubro de 1887 faleceu o major Joaquim Antônio de Abreu, aos 85 anos de idade.

É este um nome que merece a gratidão dos lavrenses. O major Joaquim de Abreu foi um dos que mais trabalharam pelo progresso de Lavras. Para todos os benefícios públicos de seu tempo ele cooperou com a sua bolsa e quase sempre também com a sua pessoa.

Aí está a casa de Misericórdia, devida à iniciativa dele e do comendador José Esteves. Afim de melhor dirigir a construção daquele importante edifício, veio o major Abreu para esta cidade, deixando sua fazenda, e trazendo seus escravos, carros e boiadas. Primeiro provedor do referido estabelecimento, ele continuou a dar ao mesmo seus serviços, e depois de morto ainda foi utilíssimo à Santa Casa, legando-lhe a quantia de doze contos e setecentos mil réis.

Ele muito auxiliou a construção do teatro e da casa da Instrução, bem como todas as igrejas da cidade, dando só para a matriz um conto e duzentos mil réis.

Diversos legados contém seu testamento, além dos relativos a este lugar – para as matrizes de São João Nepomuceno, do Rosário, do Carmo da Cachoeira, para a igreja do Carmo, em São João del-Rei, para as casas de caridade de Campanha e de Passos, tendo também determinado o major Abreu que se repartisse com os pobres, no dia de seu enterro, a quantia de cem mil réis.

Verdadeiro amigo da caridade, benfazejo e modesto durante a vida, ele recomendou no testamento que fosse feito sem pompa alguma o seu enterro e que seu corpo fosse conduzido à sepultura por quatro pobres, a cada um dos quais se deveriam dar doze mil réis.

Vários cargo público ocupou o major Joaquim de Abreu, e neles prestou ao município ótimos serviços. Pode-se dizer com justiça que foi ele até hoje o representante mais ilustre da grande família dos Abreus!
--//--

Autor: Firmino Costa, Vida Escolar, n. 13.

Nenhum comentário:

Postar um comentário